A Achillea, pequena e singela planta selvagem, de folha branca e redonda e de força e resiliência telúrica, empresta o seu belo nome ao recém-formado quarteto de cordas, nascido em 2024, constituído por músicos profissionais e altamente experientes, que se juntaram com o desejo de partilhar com o público uma visão diversificada da música portuguesa nas suas várias vertentes e tradições. Assim, sonhou-se o Achillea como um laboratório de experiências sonoras, atribuindo uma leitura contemporânea sobre temas conhecidos ou por recordar da nossa música.
Bebendo da música de raiz tradicional, dos cantares rurais tradicionais, do fado, das cantigas de amigo, das músicas palacianas ou mesmo da criação totalmente nova, o quarteto Achillea tenta reinventar o programa camerístico, fugindo à tradição clássica estabelecida do repertório do quarteto de cordas (já tão bem representada por renomados agrupamentos nacionais e internacionais), embrenhando-se num mundo de diferentes sonoridades, de esbatimento de fronteiras, criando uma expressão e identidade próprias, distintas, abrindo um novo espaço à escuta.
A descoberta de novo repertório de raiz portuguesa e a escuta refrescada de outro já conhecido e estimado da nossa cultura são os baluartes do Achillea, na procura da partilha de uma nova experiência sonora. Atrair novos públicos através de uma visão refrescada da formação centenária do quarteto de cordas, através da escuta de novo programa é também, sublinha-se, um dos objectivos do ensemble.
As parcerias que se vão criando com vários artistas visuais e plásticos, através da criação de paisagens sonoras, inspiradas naquilo que de mais belo e sensível, mas também telúrico e impactante existe no nosso país e nas suas tradições, ajudam a colorir este prisma musical em toda a sua diversidade, ora separando, ora misturando as cores, os sons e os ambientes.
Concluíram os seus estudos musicais na ESML, na classe de violino do Prof. António Anjos e Aníbal Lima.
Colaboram frequentemente com a Orquestra Gulbenkian, o Ensemble MPMP, Orquestra Cascais e Oeiras, Orquestra Municipal de Sintra, Os Músicos do Tejo, Orquestra Sinfonietta de Lisboa. No passado colaboraram com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Metropolitana de Lisboa, La Nave e Orquestra de Câmara Portuguesa.
São ambas professoras no Conservatório Nacional – a Sara no CN há mais de 10 anos, a Maria João na Orquestra Geração. A Maria João é também professora de violino no Conservatório de Música de Cascais.
A Maria João colabora assiduamente com o produtor Tayob Juskow e gravou temas para Amaura, Héber Marques, Iolanda, Goose08 e Nayr Faquirá.
É cofundadora do grupo Pacheca’s Duo.
Trabalhou ainda com Sam the Kid, Michael Bublé, Rodrigo Leão, Celina da Piedade, Neon Soho, João Garcia, Samuel Gapp, Bada-Bada, Plutonio, Mariza, Rogério Charraz, Carlos Teixeira Mendes, Filipe Raposo, Filipe Melo – entre outros.
A Sara Llano tem discografia disponível na editora Naxos, como membro do agrupamento Os Músicos do Tejo (“Il Mondo della Luna” de Avondano e “From Baroque to Fado”), e, pela editora Pentatone também como membro da Orquestra Gulbenkian (“Sa Chen – Chopin Piano Concerts” e “Madama Butterfly” sob a batuta de Lawrence Foster e com a soprano Melody Moore).
Nuno Soares nasceu a 16 de Junho de 1994, em Chaves. Os seus estudos musicais iniciaram-se na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo (EPMVC), na classe de violino de Sergey Arutyunyan. Após dois anos, efectuou a sua transferência para viola d’arco, na classe de Rafael Cutiño. Ao terminar os estudos na EPMVC mudou-se para Lisboa, onde estudou na classe de Viola e de Música de Câmara de Paul Wakabayashi, na Academia Nacional Superior de Orquestra (ANSO) da Metropolitana. Foi ainda aluno de Samuel Barsegian na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML) em formato de curso livre.
Realizou cursos com violetistas de referência como Teresa Correia, Bárbara Friedhoff e Ana Bela Chaves, assim como de música de câmara, com o Quarteto Freitas Branco.
Durante a sua vida académica contou com uma vasta experiência a nível orquestral e também com concertos com várias formações de música de câmara, tendo feito concertos em várias salas de espectáculo em Lisboa.
Trabalhou como músico suplementar na Orquestra Metropolitana de Lisboa, na Orquestra Gulbenkian e na Orquestra do Algarve, assim como noutros projectos orquestrais mais pontuais como com a Northwest Opera (Irlanda do Norte) e com a Orquestra Filharmónica Ciudad de Pontevedra (Espanha), ocupando, presentemente, como efectivo, o lugar de Viola Tutti na Orquestra Gulbenkian. No que à música de câmara diz respeito, a sua experiência é também vasta, tendo efectuado variados concertos com projectos como a Orquestra do Alto Minho e com a Orquestra do Algarve e também com os solistas da Gulbenkian.
Participou na gravação de várias obras discográficas, sendo de destacar, em orquestra, a gravação do Concerto para Piano e Orquestra e do Concerto para Clarinete e Orquestra de Mário Laginha, com Pedro Neves (Direcção), Mário Laginha (Piano) e Horácio Ferreira (Clarinete), do CD “Step Right Up” de Vasco Mendonça com a Orquestra Gulbenkian, sob a Direcção de Benjamin Schwarz, do CD “Madama Butterfly”, também com a Orquestra Gulbenkian, sob a direcção de Lawrence Foster, com a solista Melody Moore e, também, o CD do Concerto para Piano de Filipe Raposo, com a Orquestra do Algarve, sob a direcção do maestro Rui Pinheiro. Gravou também, em Maio de 2013, com o seu grupo de música de câmara da ANSO para a RDP/Antena2.
Conta no presente também com várias participações em projectos fora do mundo orquestral e clássico, como a banda Porngrenade e o projecto Jean Christian et les Rêves Enfouis com quem gravou um CD em 2024.
Natural de Loures, Mariana Taipa é violoncelista e integra atualmente a Banda Sinfónica e Orquestra de Câmara da Guarda Nacional Republicana. Iniciou a sua formação musical aos seis anos de idade com Catherine Strynckx na Escola Artística de Música do Conservatório Nacional de Lisboa. Durante este período, obteve o terceiro prémio no Concurso Prémio Jovens Músicos, na categoria nível médio de música de câmara (2013). Teve ainda a oportunidade de se apresentar como solista com a Orquestra do Conservatório Nacional, com a Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública e a Orquestra Sinfónica Juvenil. Em julho de 2015, concluiu a sua formação no conservatório, tendo obtido a nota máxima.
Prosseguiu os seus estudos na Hochschule für Musik und Tanz Köln, na classe da Professora Susanne Müller-Hornbach, onde igualmente atuou como solista com a orquestra da universidade. Foi também bolseira do Lions Clube Wuppertal, da Fundação Schuler e da Associação Richard Wagner Wuppertal. Posteriormente fez o seu Mestrado na classe do Professor Gregor Horsch na Robert Schumann Hochschule em Düsseldorf, que concluiu em fevereiro de 2024.
Participou em masterclasses e projetos com professores e solistas de renome como Peter Veale do Studio Musikfabrik, Márcio Carneiro, Michel Strauss, Josef Schwab, Peter Bruns, Filipe Quaresma, Paulo Gaio Lima, Jan Ickert, Emanuel Wehse, Troels Svane e Gregor Horsch.
Atualmente, desenvolve a sua atividade como violoncelista em vários domínios, incluindo orquestra, música de câmara e teatro. Colabora frequentemente com Orquestras como a Lisbon Film Orchestra e a Orquestra Municipal de Sintra, tendo colaborado anteriormente com a Orquestra XXI e a Orquestra Gulbenkian. Entre 2020 e 2024, integrou o projeto social “Musicians for the World”, no qual lecionou aulas virtuais de violoncelo a alunos de diferentes partes do mundo, como o Peru,
o Quénia, a Bolívia, o México e o Haiti.